quinta-feira, 25 de agosto de 2011

um poema beat a quem é beat


faz de conta
mas não enrola
que todo dia é sábado
cabeça, cabeça...

um copo de vinho,
não, melhor,
uma garrafa
algumas horas
e pronto

             O cantor de rua está mal,
recurvo ao pé da porta, aparando o peito.
Um canto a menos no rumor da noite.

tudo mingua
a noite mingua
é dia de aurora
não enrola,
                bebe esse uísque

plana o pensar
pequeno e ínfimo
em busca do riso mais cárdico
mais pulsante, o mais vulgar
                       putas
                               pederastas

             O cantor de rua está mal,
recurvo ao pé da porta, aparando o peito.
Um canto a menos no rumor da noite.

faz de conta
que termina aqui
                o tempo das prosas
até o bêbado cantarola
um pouco de Corso nos nossos ouvidos

e de uma hora pra outra
termina a vida
como o próprio diria

             A morte chora porque a morte é gente
perdendo o dia num filme enquanto morre uma criança. 

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